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Câmara de Vereadores de
Painel


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História do município

Atualizado em 21/06/2020 às 22:46

Segundo a tradição oral, antes mesmo da comitiva de Correia Pinto chegar ao planalto para fundar a Vila de Lages, SC, o capitão Joaquim José Pereira já tinha adquirido os direitos sobre as terras da Fazenda Grande, iniciando a povoação de Painel.

Na realidade, de acordo com informações contidas no requerimento dos moradores dos Campos das Lages e cima da Serra de Viamão ao rei D. José, datado de 23/11/1768, Joaquim José Pereira tomou posse das terras devolutas da Fazenda Grande depois da invasão espanhola de Rio Grande, ocorrida em 1763.

Já em 28/10/1766, Joaquim José Pereira aparece como um dos 16 fazendeiros estabelecidos em Lages, num censo feito pelo capitão Pedro da Silva Chaves dos moradores dos distritos de Cima da Serra, Vacaria e Lages, a pedido do Coronel José Custódio de Sá, governador da Capitania do Rio Grande de São Pedro.

Joaquim José Pereira era natural da freguesia de Santa Quitéria de Meca do termo da Vila de Alenquer do Patriarcado de Lisboa, nascido em 03/04/1744, filho de Antônio Manoel da Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres da vila de Aldeia Galega da Merciana e de Catarina Maria da freguesia de Santa Quitéria de Meca.

Em 1778, já com a carta patente de capitão, Joaquim José Pereira organizou e passou a comandar a famosa Companhia Auxiliar do Distrito de Vacaria.

Grande negociante de terras e escravos, transitava com muita desenvoltura nas regiões de Vacaria e Lages, onde concentrava seus negócios.

Em 10/11/1786, aos 42 anos anos, o capitão Joaquim José Pereira casou com Ana Maria de Santa Rita, na casa de Oratório do sogro o Capitão-Mor de Laguna, João da Costa Moreira. Este é considerado o primeiro casamento realizado em Tubarão. O casal teve 3 filhos: Umbelina Maria, Paulo José e José Joaquim.

Em 30/12/1800, Umbelina Maria Pereira casou em Lages com o português Nicolau de Liz Abreu, O casal teve 8 filhos, que deixaram grande descendência na região de Lages, notadamente em Painel.

Em 22/11/1811 faleceu o capitão Joaquim José Pereira, considerado o mais rico estancieiro da Vila de Lages. Com sua morte, seus bens foram divididos entre os filhos, cabendo as terras da Fazenda Grande ao caçula José Joaquim Pereira.

Numa revisão do inventário feita em 1834, por questionamento de Nicolau de Liz Abreu, as terras da Fazenda Grande passaram para os herdeiros de Umbelina Maria Pereira.

Do passado glorioso restaram, na sede da Fazenda Grande, somente as históricas taipas de pedra e um velho cemitéiro campeiro.

A gigantesca Fazenda Grande, foi então dividida em várias outras, dentre as quais a que tocou a Simiana e que tomou o nome de Santo Antônio do Caveiras, onde foi construída a sede do Quarteirão de Portão, permanecendo com este nome até meados da década de 1880.

A sede da localidade era uma paisagem muito linda, o que pode ser constatado até hoje.

Cortada por dois córregos em dois vales que se encontram cheios de verdes pinheiros e pastagens nativas por baixo, digna de ser reproduzida em painéis por hábeis pintores.

Em 1885 numa festa de São Jorge, na atual sede de Painel, reuniram-se os Conselheiros Painelenses, ao Conselho Municipal de Lages e os representantes da região, onde foi sugerido a troca do nome Quarteirão do Portão para "Painel" ,aprovada por unanimidade.

Desta forma quando foi criado o Distrito, a localidade já se chamava "PAINEL".

Painel permaneceu distrito por muitos e muitos anos, foram muitas as tentativas de emancipação. Somente em 19 de Setembro de 1993 aconteceu o plebiscito pela lei nº 9667 de 07 de agosto de 1994, no governo de Antônio Carlos Konder Reis.


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